*Análise feita pela equipa de Marketing e Dados da Gift Campaign a partir de encomendas reais de clientes.

Os brindes publicitários também têm calendário.
As organizações não compram produtos personalizados da mesma forma em janeiro, em maio, em agosto ou em novembro. Mudam os ritmos, os objetivos, a urgência, o contexto da campanha e, muitas vezes, também as famílias de produto que fazem mais sentido em cada momento do ano.
Não é a mesma coisa preparar material para uma feira de primavera, uma ação de verão, uma campanha de regresso à atividade em setembro, um evento de outono ou uma iniciativa de fim de ano. Em todos estes casos, o momento em que a encomenda é feita ajuda a perceber melhor como se comporta a procura B2B.
Na Gift Campaign analisámos mais de 3.300 encomendas reais de clientes em Portugal para perceber quando se compram brindes publicitários, quais são os períodos mais ativos e como transformar estes dados num guia de planeamento prático para empresas, associações, entidades públicas e outras organizações.
Este estudo é o terceiro pilar do nosso relatório global sobre tendências de compra de brindes publicitários em Portugal, e vem completar as nossas análises específicas focadas no setor de atividade e no orçamento B2B.
· Dados base do relatório de sazonalidade

| Base analisada | Dado registado |
| Encomendas históricas totais | Mais de 3.300 (3.340) |
| Clientes únicos registados | Mais de 2.100 (2.120) |
| Base da curva | Mais de 2.200 encomendas B2B |
| Mês com maior concentração | Novembro (15,4 %) |
| Mês com menor concentração | Fevereiro (4,9 %) |
Nota metodológica: Para analisar a sazonalidade com consistência e evitar distorções trimestrais, utilizamos a curva do ano completo. O ficheiro mostra o momento em que a encomenda foi registada, e não a data final de entrega nem a data de utilização do produto.
1· Resumo executivo do estudo
- O outono é o bloco mais forte do ano: Setembro, outubro e novembro concentram 36,1% das encomendas totais.
- Novembro é o mês mais forte da curva anual: Representa 15,4% de todas as encomendas B2B em Portugal.
- Outubro consolida o “Grande Sprint”: Com 12,0% das encomendas, reforça a importância do arranque de outono no calendário promocional.
- A primavera mantém um papel relevante: Abril, maio e junho representam 22,4% das encomendas anuais, e março destaca-se com 8,6%.
- Fevereiro e agosto são os meses mais baixos: Refletem a pausa antes da primavera (4,9%) e o abrandamento operacional típico do verão (5,4%).
- Dezembro é um mês de fecho: Representa 7,5% das encomendas, indicando que muitas campanhas complexas de fim de ano são concluídas em novembro.
2· A curva anual: como se distribuem as encomendas ao longo do ano
A sazonalidade dos brindes publicitários em Portugal não é linear. A curva anual mostra três grandes movimentos: uma fase inicial moderada, um crescimento na primavera, e um bloco muito forte no outono.
| Mês | Percentagem das encomendas anuais | Nível de atividade observado |
| Janeiro | 6,1 % | Médio-baixo |
| Fevereiro | 4,9 % | Mínimo anual |
| Março | 8,6 % | Alto |
| Abril | 7,3 % | Médio-alto |
| Maio | 8,5 % | Alto |
| Junho | 6,6 % | Médio |
| Julho | 9,0 % | Alto |
| Agosto | 5,4 % | Baixo (Abrandamento de verão) |
| Setembro | 8,7 % | Alto |
| Outubro | 12,0 % | Muito alto |
| Novembro | 15,4 % | Máximo anual |
| Dezembro | 7,5 % | Médio-baixo (Fecho e entregas) |

A grande conclusão aqui é clara: Portugal mostra um outono muito forte, com um pico particularmente marcado em novembro. A sazonalidade articula-se em torno de dois momentos principais: a primavera ativa (fase de campanhas e eventos) e o outono dominante (retoma e preparação do fecho do ano).
3· Setembro a Novembro: o grande sprint do outono
Setembro, outubro e novembro concentram 36,1% das encomendas anuais. É o bloco de longe mais forte do calendário português.
Este dado sugere que o outono funciona como o momento em que muitas organizações voltam a acelerar com maior intensidade as suas ações promocionais, comerciais e institucionais:
- Regresso à atividade após o verão.
- Feiras, congressos e eventos profissionais.
- Preparação de campanhas de final de ano e Welcome Packs.
É também neste bloco que ganham maior relevância famílias como sacos personalizados (15,8%), mochilas para empresas, cadernos corporativos, canetas para oferecer e garrafas térmicas para brindes. O outono em Portugal exige maior organização e necessidade de preparar ações antes do encerramento do ano fiscal.
4· Primavera: um segundo grande momento do calendário
Se o outono lidera, a primavera continua a ter um papel crucial.
O bloco de abril a junho representa 22,4% das encomendas anuais. Além disso, o mês de março (8,6%) antecipa esta aceleração.
Isto sugere que a primavera em Portugal está muito ligada a:
- Campanhas pré-verão.
- Feiras e eventos presenciais.
- Campanhas ligadas ao turismo, restauração e atividades outdoor.
Nesta fase, há uma maior incidência na procura de sacos (13,3%), garrafas e produtos de exterior (outdoor). A primavera não é apenas um período intermédio, mas sim uma janela relevante para distribuir merchandising corporativo.
5· Fevereiro e Agosto: os meses de menor intensidade
No mercado português, os dois meses mais baixos são Fevereiro (4,9%) e Agosto (5,4%).
- Agosto: Encaixa no padrão expectável de férias, equipas reduzidas e um menor ritmo operacional B2B.
- Fevereiro: Surge como um ponto de menor intensidade ou transição antes do arranque mais forte da primavera em março.
Contudo, os meses de menor atividade não devem ser vistos como inúteis. São as melhores oportunidades logísticas para:
- Pedir amostras físicas sem pressão.
- Validar artes finais e testar opções de personalização.
- Planear campanhas futuras (como os eventos de primavera) com margem, evitando o pico de trabalho nas fábricas de personalização.
6· Dezembro: mês de fecho, não de arranque
Dezembro representa 7,5% das encomendas. Não é residual, mas fica muito abaixo da atividade frenética de novembro.
O facto de dezembro descer bastante face a novembro sugere que a maioria das campanhas complexas de fim de ano ou brindes de Natal corporativos são decididas e fechadas antes de dezembro.
Dezembro encaixa melhor em situações como: entregas finais, urgências, reposições e encomendas de última hora. Para campanhas com vários produtos ou personalizações elaboradas, convém não deixar tudo para dezembro.
7· Lead Time: quando se encomenda e quando provavelmente se usa
O Excel mostra quando a encomenda foi registada, e não quando o produto foi entregue. Por isso, os picos de encomendas devem ser lidos como momentos de fecho da decisão de compra.
Para transformar esta leitura em algo prático, apresentamos uma matriz orientadora de planeamento (Lead Time).

8· Famílias de produto por momento do ano
As famílias de produto não pertencem a uma única estação. No entanto, o seu contexto de utilização muda:
- Retoma (Janeiro – Março): Sacos (14,2%), credenciação (5,0%) e materiais de escritório como esferográficas e tecnologia têm boa saída.
- Primavera (Abril – Junho): O peso das mochilas sobe para 8,9%, reflexo de campanhas promocionais ativas e eventos.
- Verão (Julho – Agosto): Os sacos atingem o seu máximo anual (17,1%), focados em eventos de verão e turismo.
- O Grande Sprint (Setembro – Novembro): Aumenta a procura de cadernos/agendas (3,7%) e mochilas para kits corporativos.

9· Famílias de produto por momento do ano
- Sazonalidade definida: Portugal tem um ritmo promocional claro, com a primavera a preparar o terreno e o outono a dominar.
- O peso do outono: O bloco setembro-novembro concentra 36,1% das encomendas anuais.
- O pico de Novembro: É o mês mais intenso do ano, representando 15,4% das compras.
- A pausa de Verão e Inverno: Agosto e fevereiro são os meses mais calmos, perfeitos para solicitar orçamentos e amostras com antecedência.
- A urgência de Dezembro: As campanhas de Natal decidem-se no outono; dezembro é sobretudo para fechos e entregas.
- Planear compensa: Antecipar a compra evita ruturas de stock e assegura os prazos de entrega desejados.
Quer explorar os dados gerais sobre as tendências do mercado B2B em Portugal?
Aceda ao nosso relatório global sobre tendências de brindes em Portugal.
· Perguntas frequentes sobre a sazonalidade dos brindes
Quando é que as empresas compram mais brindes publicitários em Portugal?
O outono é a altura mais forte. Setembro, outubro e novembro concentram 36,1% das encomendas, com novembro a destacar-se como o mês de maior pico (15,4%).
A primavera também é importante em Portugal?
Sim. Abril, maio e junho representam 22,4% das encomendas anuais, impulsionados por feiras de primavera e preparação das ações de verão.
Agosto é o pior mês para encomendar brindes?
Agosto surge como o mês de menor atividade do verão (5,4%), mas é um dos melhores meses para preparar artes finais e pedir amostras para o grande sprint de outono sem lidar com urgências e fábricas cheias.
Dezembro é um bom mês para iniciar campanhas de Natal?
Para ações mais elaboradas, não. É muito mais prudente tratar de encomendas com gravação e logística entre setembro e outubro. Dezembro é dominado pelo fecho e pelas entregas.
· Conclusão: não basta escolher o produto, também é preciso escolher o momento
Perceber a sazonalidade do merchandising é, no fundo, perceber quando convém começar a planear.
Em Portugal, a dinâmica é clara: um primeiro pico na primavera e o grande “sprint” do outono, que atinge o seu limite em novembro.
A utilidade deste calendário não é apenas descritiva, é operacional. Antecipar a encomenda antes dos meses mais intensos significa evitar falhas de stock de última hora, permitir processos de gravação com maior cuidado e assegurar entregas sem ansiedade.
Na Gift Campaign ajudamos empresas e instituições a escolher brindes personalizados que não só façam sentido para a sua marca, como cheguem no timing exato da sua campanha.